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       Paraíba, 24-Abr-2014
Poluição do ar PDF Imprimir E-mail

ImageConhecida anteriormente como a cidade com 2º ar mais puro do Nordeste, JP já começa a perceber mudança

Talvez pela notícia de que João Pessoa tenha o segundo ar mais puro do Nordeste - dados de 2006 - os órgãos de proteção ao meio ambiente parecem ainda não estar a par da situação atual do nível de poluição do ar na capital. Segundo informações da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) e da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), nos últimos anos não foi realizado qualquer tipo de aferição dos níveis de poluentes no ar em que os pessoenses estão respirando. Mas quem anda pela cidade atesta que, com certeza, o ar já não é mais tão puro como antes.

Com o crescimento na frota de veículos e das indústrias na Ilha do Bispo e Distrito Industrial, a qualidade do ar sofreu alterações. Para confirmar isso e prevê ações de combate ao problema, os órgãos públicos ligados ao meio ambiente pretendem traçar planos de ação para colocar em prática as medições.

A diretora de Controle Ambiental da Semam, Aparecida Assis, afirma que existe uma proposta para a implantação destas aferições, mas que nada foi realizado neste assunto pois João Pessoa ainda não está dentro dos níveis que possam prejudicar a atmosfera da Capital. "De acordo com a legislação, primeiramente são realizadas aferições pelos órgãos estaduais, que posteriormente são repassados para os municípios para que eles possam tomar providências. De qualquer forma, o projeto existe, mas aguardaremos as próximas aferições para colocarmos em prática", diz.

A superintendente da Sudema, Rosana Honorato, afirma que o órgão está em processo de avaliação das ações realizadas nos anos anteriores, e que em até 30 dias, serão definidos os procedimentos para o controle da poluição. "Estamos no 18º dia da nova gestão. Precisamos identificar primeiramente o que já foi feito, para que possamos traçar metas sobre o que poderá ser realizado", diz.

A população já consegue perceber uma certa piora na qualidade do ar. A técnica de enfermagem Maria Carolina acredita que onde exista uma grande concentração de carros em horários depico, a fumaça dos escapamentos de muitos carros já pode prejudicar a respiração. "Se você andar a pé na Avenida Epitácio Pessoa por volta das 17h, você sente que o ar já não está mais puro, principalmente dos carros antigos, dos caminhões e dos ônibus", afirmou. O estudante José Airton alerta para o fato de que alguns estabelecimentos comerciais que utilizam fornos a lenha, como pizzarias e padarias, também podem estar contribuindo para o aumento da poluição. "Conheço gente que mora perto de alguns lugares com chaminé e sabem que a fuligem emitida por estas fumaças acaba caindo nas casas deles", diz.

Em 2006, quando foi realizada a última aferição, foram levados em consideração a excelente localização geográfica e a pouca concentração de indústrias que proporcionava o equilíbrio necessário para a manutenção da qualidade do ar. Na época, o centro urbano foi apontado pela diretora de Controle Ambiental da Semam como o local da cidade que mais sofria com a poluição.

Problema que afeta a saúde

A poluição do ar causada pelas indústrias, automóveis e até mesmo pelo uso de cigarros pode contribuir com o aumento do número de pessoas com problemas respiratórios. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 14 mil pessoas morrem todos os anos com problema decorrentes da poluição do ar.

O pneumologista Ronaldo Rangel explica que a poluição potencializa a chance de desenvolver doenças respiratórias porque o pulmão funciona como um filtro. "Se você tiver muita coisa para ser filtrada, os poluentes vão se depositando nas vias aéreas, contribuindo para o desenvolvimento de doenças como a asma e a rinite", alertou.

No ano passado, Ronaldo Rangel participou de uma pesquisa solicitada pelo Ministério da Saúde através da Universidade de São Paulo (USP), que teve um resultado surpreendente. "Colocamos alguns ratos para respirar na praça dos Correios, no centro de São Paulo (SP), outros em uma praia em Ubatuba (SP). O pulmão dos ratos que ficavam no centro de São Paulo eram idênticos aos de um fumante", diz.

Parao pneumologista, é possível tomar atitudes que possam minimizar os efeitos da poluição. "Infelizmente, o trabalho tem que conviver com a poluição. Então, já que você está dentro de um ambiente onde não se consegue fugir da poluição, você tem que compensar com as outras maneiras", conclui.

Fonte: O Norte - Rafael Oliveira
23.01.2011

 
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