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       Paraíba, 17-Abr-2014
Combate ao gorgulho PDF Imprimir E-mail

ImageInseticida natural ajuda no combate de praga

Pesquisadora de Campina Grande desenvolveu produto para combater praga do gorgulho, inseto que ataca o feijão carioquinha.

Uma pesquisadora de Campina Grande estudou três plantas nativas da Caatinga e, a partir delas, desenvolveu um inseticida natural para combater a praga do gorgulho (Zabrotes subfasciatus), inseto que costuma atacar principalmente o feijão carioquinha.

A tecnologia sustentável foi testada em laboratório e, no futuro, pode ajudar a reduzir o desperdício do grão, que registra em média 10% de perca em função desse inseto, que também é conhecido como caruncho ou bicho-do-feijão

A pesquisa foi resultado da tese de doutorado da bióloga Elvira Bezerra Pessoa, que defendeu o estudo desenvolvido junto ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). A pesquisa foi orientada pelo professor Francisco de Assis Cardoso Almeida.

“Encontramos uma solução que é benéfica tanto para o meio ambiente, quanto para os produtores agrícolas, incluindo aqueles que praticam ou não a agroecologia”, destaca a pesquisadora.

As plantas utilizadas por ela para o desenvolvimento de extratos botânicos que servem como inseticida e repelente ao mesmo tempo foram o pereiro, o angico e a oiticica, três plantas endêmicas da Caatinga.

Para testar a eficácia do produto desenvolvido, foram utilizados grãos de feijão carioquinha acondicionados em garrafas pet durante 180 dias, em ambientes não controlados de temperatura e umidade do ar. Tal condição favorece o aparecimento da praga.

“Ao aplicarmos o produto líquido, verificamos que o extrato pereiro casca conseguiu exterminar o gorgulho adulto, com a aplicação de uma pequena dose de 3 ml. Para os demais extratos, conseguimos uma mortalidade de 100% do inseto aplicando doses de 4 e 5 ml, o que comprova sua eficácia”, contou.

Outro experimento analisou a repelência/atratividade e mortalidade do gorgulho pelos extratos em pó das mesmas plantas. Foi comprovado que o número de insetos adultos repelidos foi maior com o extrato da casca de oiticica (82,49%) seguido dos demais (pereiro casca, angico casca, pereiro folha e angico folha).

Descoberta pode substituir venenos

Inseticida natural pode evitar a possível contaminação dos consumidores do feijão carioquinha.

O uso do inseticida natural pode evitar a possível contaminação dos consumidores do feijão que recebe a aplicação de inseticidas tradicionais. A pesquisadora disse que para combater o gorgulho, os produtores costumam usar “venenos”, o que pode ocasionar problemas tanto para quem administra as doses no produto, como para quem compra os grãos contaminados.

“Com a utilização de inseticidas naturais, acabamos com esses problemas, pois ele não oferece nenhum risco”, pontuou.

O agricultor do município sertanejo de São Mamede, Elias Medeiros, 62 anos, confirmou que costuma utilizar um produto químico quando percebe a presença do inseto no feijão, no momento da silagem. “Geralmente, a gente coloca esse veneno para matar o gorgulho, pois os insetos furam os grãos, que acabam sendo desperdiçados. Mas a gente só usa os inseticidas vendidos nas farmácias”, contou.

Teste será feito fora do laboratório

A próxima etapa da pesquisa desenvolvida pela especialista, que é professora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), é testar a eficácia do produto fora dos laboratórios. Embora a eficácia do produto já ter sido comprovada, somente depois que houver aplicabilidade direta da experiência no meio ambiente é que poderá se chegar a uma conclusão acerca de dosagens ideais e condições para aplicação da tecnologia.

“É preciso padronizar o uso do produto. Feito isso, ele terá plenas condições de chegar ao mercado, pois o que se verifica atualmente é o combate ao gorgulho através do uso de substâncias químicas, que podem inclusive contaminar o grão”, explica Elvira Bezerra Pessoa.

Ela informou que ainda não está definida de que forma dará continuidade à pesquisa, já que ainda será preciso definir qual entidade fomentará as outras etapas. “Eu estava focada em defender a pesquisa agora no mês de março. Feito isso, vamos pensar de que forma a pesquisa poderá ter continuidade”, disse.

Fonte: Jornal da Paraíba
18.03.2012

 
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